sexta-feira, setembro 22, 2006

"Baby I don't care"

Ou então o "I want your love". Estou a referir-me a quê/quem?! TRANSVISION VAMP e a arrojada Wendy James. UUUHHH YÉÉEEE BEIBI!





terça-feira, setembro 19, 2006

Escola Secundária

Ano lectivo 1987/1988, 7º ano de escolaridade, aula de matemática:

Professor: Vocês não prestam atenção às aulas. Deviam ter consciência de que a matemática é fundamental em todas as profissões, quer sejam padeiros, talhantes, costureiras, peixeiras...por falar nisso, CAMÉLIA FAÇA O FAVOR DE FICAR CALADA UM MOMENTO. BOLAS, QUE PEIXEIRA!!

Eu (com pose de ranhosa): Olhe "stôr" por acaso eu até podia ser peixeira, por acaso até podia ser peixeira!!!

Professor: PUDERA! VOCÊ TEM CARA DE CORVINA!!!!

E depois disto, para mim, foi o degredo. Bom, ok, só até ao final da aula, depois a malta esqueceu e lá pararam de rir.

E não, não tenho cara de corvina!!!

quarta-feira, setembro 13, 2006

Contos de Andersen

Quem não se recorda dos Contos de Andersen na RTP, durante a semana ao final da tarde? Daqueles contos tão tristes, tão tristes que nos faziam chorar copiosamente (pelo menos eu chorava)? Pois hoje lembrei-me de um deles, um dos que mais me marcou: A menina dos fósforos.

"Era véspera de Ano Novo. Fazia um frio intenso; já escurecia e caía neve. Mas a despeito de todo o frio, e da neve, e da noite, que caía rapidamente, uma criança, uma menina, descalça e de cabeça descoberta, vagava pelas ruas. É certo que estava calçada quando saíu de casa; mas os sapatos eram muito grandes, pois que a mãe os usara, e escaparam-lhe dos pezinhos gelados, quando atravessava uma rua a correr, para fugir de dois carros que vinham a toda a velocidade. Não encontrou um dos chinelos e o outro apanhou-o um rapazinho, que saiu disparado e a dizer que aquilo iria servir de berço aos seus filhos, quando os tivesse. Continuou, pois, a menina a andar, agora com os pés nús e gelados. Levava no avental velhinho uma porção de caixas de fósforos e tinha uma delas na mão: não conseguira vender uma só em todo o dia, e ninguém lhe dera esmola - nem um só vintém.

Assim, morta de fome e frio, ía arrastando-se penosamente, vencida pelo cansaço e o desânimo - a estátua viva da miséria.

Os flocos de neve caíam pesados, sobre os lindos cachos louros que lhe emolduravam graciosamente o rosto; mas a menina nem dava por isso. Via, pelas janelas das casas, as luzes que brilhavam lá dentro; vagava na rua um cheiro bom de pato assado - era a véspera do Ano Novo - isso sim, não o esquecia ela.

Achou um canto, formado pela saliência de uma casa, e acocorou-se ali, com os pés encolhidos para abrigá-los ao calor do corpo; mas cada vez sentia mais frio. Não se animava a voltar para casa, porque não tinha vendido uma única caixinha de fósforos, e não ganhara um vintém; era certo que levaria algumas lambadas. Além disso, lá fazia tanto frio como na rua, pois só havia o abrigo do telhado, e por ele entrava o vento, a uivar, apesar dos trapos e das palhas que lhe tinham vedado as enormes frestas.

Tinha as mãozinhas tão geladas... estavam duras de frio. Quem sabe se acendendo um daqueles fósforos pequeninos, sentiria algum calor? Se se animasse a tirar um ao menos da caixinha, e riscá-lo na parece para acendê-lo... Ritch!... Como estalou, e faiscou, antes de pegar fogo!
Deu uma chama quente, bem clara, e parecia mesmo uma vela, quando ela o abrigou com a mão. E era uma vela esquisita, aquela! Pareceu-lhe logo que estava sentada diante de uma grande estufa, de pés e maçanetas de bronze polido. Ardia nela um fogo magnífico, que espalhava suave calor. E a meninazinha ía estendendo os pés enregelados para aquecê-los e... crac! Apagou-se o clarão! Sumiu-se a estufa, tão quentinha, e ali ficou ela, no seu canto gelado, com um fósforo apagado na mão. Só via agora a parede escura e fria.

Riscou outro. Onde batia a sua luz, a parede tornava-se transparente como a gaze, e ela via tudo lá dentro da sala. Estava posta a mesa, e sobre a toalha alvíssima via-se, fumegando entre toda aquela porcelana tão fina, um belo pato assado, recheado de maçãs e ameixas. Mas o melhor de tudo foi que o pato saltou do prato e, com a faca ainda cravada nas costas, foi pelo soalho direito à menina que estava com tanta fome, e...

Mas - que foi aquilo? No mesmo instante acabou-se o fósforo, e ela tornou a ver somente a parede nua e fria, na noite escura. Riscou outro fósforo, e àquela luz resplandecente, viu-se sentada debaixo de uma linda árvore de Natal. Oh! Era muito maior, e mais ricamente decorada do que aquela que vira, naquele Natal, ao espreitar pela porta de vidro da casa do negociador rico. Entre os galhos brilhavam milhares de velinhas; e estampas coloridas, como as que via nas vitrinas das lojas, olhavam para ela. A criança estendeu os braços, diante de tantos esplendores, e então, então... apagou-se o fósforo. Todas as luzinhas de natal foram subindo, subindo, mais alto, cada vez mais alto, e de repente ela viu que eram estrelas, que cintilavam no céu. Mas uma caiu lá de cima, deixando uma esteira de poeira luminosa no caminho.

- Morreu alguém - disse a criança.

Porque sua avó, a única pessoa que a amara no mundo, e que estava morta, lhe dizia sempre que quando uma estrela desce, é que uma alma subiu para o céu.
Agora ela acedeu outro fósforo; e desta vez foi a avó que lhe apareceu, a sua boa avó, sorridente e luminosa, no esplendor da luz.
- Avó! - gritou a pobre menina - Leva-me contigo... Já sei que quando o fósforo se apagar, tu vais desaparecer, como se sumiram a estufa quente, e o rico pato assado, e a linda árvore de Natal!
E a coitadinha pôs-se a riscar na parede todos os fósforos da caixa, para que a avó não se desvanecesse. E eles ardiam com tamanho brilho, que parecia dia, e nunca ela vira a vovó tão alta, nem tão bela! E ela tomou a neta nos braços, e voaram ambas, num halo de luz e de alegria, mais alto, e mais alto, e mais longe... longe da terra, para um lugar lá em cima onde não há mais frio, nem fome, nem sede, nem dor, nem medo, porque elas estavam agora com Deus.

A luz fria da madrugada achou a menina sentada no canto, entre as casas, com as faces coradas e um sorriso de beatitude. Morta. Morta de frio, na última noite do ano velho.
A luz do Ano Novo iluminou o pequenino corpo, ainda sentado no canto, com a mão cheia de fósforos queimados.
- Sem dúvida ela quis aquecer-se - diziam.
Mas... ninguém soube das lindas visões, que visões maravilhosas lhe povoaram os últimos momentos, nem em que halo tinha entrado com a avó nas glórias do Ano Novo."

Bolas, ainda me causam o mesmo efeito.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Uh uh uh uh Nostalgiaaaaa....

...que por acaso era o jingle da Rádio Nostalgia que é agora a Rádio Clube Português! Mas não era sobre isto que eu queria escrever. Era sobre as saudades que sinto de filmes parvos, disparatados, de humor fácil e de teor sexual à mistura. Filmes como o Porkys (I, II e III), Gelado de Limão (I, II, III e acho que fizeram mesmo uma arca cheia de Gelados de Limão porque já cheguei a ver o V), Os Tarados do Rio Louco, João Broncas e por aí fora!

Face à saudade que sentia, procurei no google imagens que me fizessem suspirar pela minha adolescência, onde, ao assistir aos referidos filmes, ou escancarava a boca de tanto rir, ou fazia um riso à Mutley, para não dar muita "cana" pelo rubor que espelhava na face quando apareciam cenas mais picantes. Mesmo assim não passava despercebida uma vez que a rir daquela maneira, elevava os ombros freneticamente. Quem estivesse atrás de mim poderia pensar que, caso não estivesse a rir, estaria concerteza a ser electrocutada. Adiante. Encontrei esta imagem (não posso perder muito tempo a procurar imagens...a paciência é pouca)!























Já agora, a jeito de agradecimento após ter ganho um troféu qualquer (e porque não tem nada a ver com os outros filmes que mencionei), também gostava de acrescentar que gostei muito do "Feios, Porcos e Maus". Era só. Mtóbrigada!

terça-feira, setembro 05, 2006

Opá lembrei-me...

...e vai daí

"- Olá, olá, outra vez nas compras?!
- Foi só uma saia, Guida
- Espero que tenha bolsos...para esconder essas mãos!!
- Que queres? É de lavar a loiça!
- Mas o novo Palmolive (blá blá blá) trata as tuas mãos, enquanto lavas a loiça!!

PALMOLIVE LOIÇA, BLÁ BLÁ BLÁ BLÁ"

Do mal o menos, porque há duas horas atrás estava a trautear o "Boys, boys, boys" da Sabrina with the big bubbies!

Acho que ainda não é hoje que termino o plano para o próximo triénio :S

segunda-feira, setembro 04, 2006

Conan, o rapaz do futuro

Mas eu gostava mais do Jimsy...



sexta-feira, agosto 18, 2006

Cromos

Na escola primária, fiz colecção destes cromos: "Adoro-te". Até tinha uma folha quadriculada, onde listava o nr. de cromos total para ir riscando à medida que os fosse adquirindo ou trocando. Só depois de ter a colecção quase completa é que comprava a caderneta. Eram umas figurinhas bem mimosas, cromos típicos para raparigas. Ora aqui está uma piquena amostra:




Entretanto os moçoilos, com a esperteza dos 6/7 anos, perguntavam:
- Que cromos coleccionas?
- Adoro-te.
- Adoras-me? :P

E com esta me despeço. Vou de férias que também mereço! :D

quarta-feira, agosto 16, 2006

Putos ranhosos II

Escola Secundária Afonso Domingues, ano lectivo 1987-1988, 7º ano de escolaridade:

Puto ranhoso: oh Camélia, queres ver os meus olhos a deitarem fumo do cigarro?

Eu (parvalhona naif): força!! Ora faz lá! (fixando os meus olhos nos dele)

AAAAAAAAARRRRRGGHHHHH!!! (sentindo o calor doloroso da beata na minha mão)

Puto ranhoso: ahahahahahahahahahahahahahahahahhaha

Depois chamei-lhe 30 nomes, peguei na mochila e corri desalmadamente, com a mão queimada, mas desejando que ficasse só com aquele ferimento pois já tinha 4 putos ranhosos no meu encalce (ou encalço?) para me tratarem do resto da saúde :S

Safei-me até ao intervalo seguinte...quando, mais uma vez, me empurraram pela escada. Cambada de índios! Eh!

sexta-feira, agosto 11, 2006

Momento Rádio Clube Português IV

Ou o ritmo adequado para "evaporar" a mousse de chocolate do almoço :S

Just a Steel-Town girl on a saturday night
Lookin for the fight of her life
In the real time world no one sees her at all
They all say she's crazy

Lockin rythms to the beat of her heart
Changing moment into light
She has danced into the danger zone
When the dancer becomes the dance

It can cut you like a knife
If the gift becomes the fire
All the while you're stuck between
What's will and what will be

She's a maniac, maniac on the floor
And she's dancing like she never danced before
She's a maniac, maniac on the floor
And she's dancing like she never danced before

On the ice-filled line of sanity
It's a place most never see
It's a hard-won place of mystery
You can touch it but can't hold it

You work all your life for that moment in time
It can come or pass you by
It's a push of the world but there's always a chance
If the hunger stays alive

There's a cold kenetic heat
Struggling, stretching for the beat
Never stopping
With her hair against the wind


la la la la la la la la
la la la la la la la la

It can cut you like a knife
If the gift becomes the fire
All the while you're stuck between
What's will and what will be

She's a maniac, maniac at your door
And she's dancing like she never danced before
She's a maniac, maniac at your door
And she's dancing like she never danced before

Hall & Oates

segunda-feira, agosto 07, 2006

A mercearia do sr. Manuel

Antes dos grandes hipermercados, existiam (e ainda existem sob a forma de sobreviventes), as mercearias. Na minha rua havia uma mercearia, “gerida” pelo sr. Manuel, de espaço bem reduzido e muito escura, com gavetões em madeira onde armazenava o grão, e os vários tipos de feijão que comercializava ao litro.

Tinha um frigorífico para o queijo flamengo, iogurtes Bom Dia, queijo fresco, fiambre e refrigerante Fruto Real. O congelador só dava para os gelados FÁ e para a pescada. Num duns armários de porta de vidro, eram exibidos torresmos e toucinho. O papel pardo abundava em cima da bancada de mármore como abundam agora os sacos nas caixas dos supermercados.

O Sr. Manuel já tinha alguma idade. Muito careca, arrepanhava os poucos cabelos que tinha, bastante compridos, e com a ajuda da brilhantina, espalhava-os por cima da cabeça, para dar uma aparência menos calva. Eu costumava ir lá à Sexta-Feira ao final da tarde com a minha mãe, para telefonar ao meu pai a combinar o jantar. Lá íamos nós até à Baixa, fazer as compras da semana à Manutenção Militar e depois jantar ao Verde Mar (para mim era um bitoque oh faxavôr).

Os meus avós é que eram clientes mais assíduos do sr. Manuel. Bem, o destino final das compras era quase sempre o meu estômago: iogurte natural com morangos, gelados, Farinha Predilecta, queijo e Fruto Real de laranja (sim, sim, sempre me alimentei muito bem). Também gostava muito do feijão catarino cozido, com cebola picada e bastante azeite, mas isso agora não interessa nada.

O Sr. Manuel só deixou a mercearia quando ficou doente. Tinha ficado viúvo há pouco tempo e o único filho que tinha havia falecido há cerca de um ano. Deixou-se ficar na mercearia para combater a solidão. Mas a idade não perdoa e o desgosto muito menos. Adoeceu e faleceu pouco tempo depois. A mercearia deu lugar a um talho gerido pelo Nuno, um puto novo. Os meus pais fazem compras lá. Se calhar daqui a uns anos, quando tiver filhos, serão eles a frequentar o talho com os avós que tratarão de comprar os melhores bifes para os netinhos... se calhar...

terça-feira, agosto 01, 2006

Não tenho saudades nenhumas disto!

Ainda me recordo quando a série começou. Dava aos Domingos ao serão. Os meus pais só viram os primeiros episódios, depois aquilo começou a enjoar. Valia a maldade do JR. E a coitadinha da Pam Ewing. Blargh! E eu tinha de gramar com aquilo porque a RTP 2 também não dava nada de jeito. Bolas! Aqui ficam imagens...até já estão em DVD, ca maravilha, oh uoh!



segunda-feira, julho 24, 2006

Outra Pancada!!

Nas férias de Verão, em S. Pedro do Sul, passava a maior parte do tempo a brincar com os putos lá da terrinha, principalmente com o Carlos, que morava perto da casa dos meus avós. O Carlos era (e é) cerca de 6 anos mais velho que eu mas acabava por passar a maior parte do tempo a brincar comigo, tipo irmão mais velho. Quando saía com os meus pais para algum lado, a passeio, o Carlos vinha sempre connosco. E assim se passava o mês de Agosto.

Um desses dias deixei de achar graça ao Carlos. Fiquei mesmo a detestá-lo. A casa dele estava toda cercada por vinhas extensas. Eu passeava por ali, devia ter uns oito anos, e o elástico da cueca rebentou. A porcaria da cueca começou a cair e eu, olhando para todos os lados, puxo a saia para cima e zucas, um nó na cueca p/aguentar até casa. Qual não é o meu drama, horror e espanto quando o Carlos sai de entre as vinhas e grita:
- Eu vi o teu pipiiii!! Eu vi o teu pipi!!!!

Bem, fiquei possessa! E com um ódio terrível pela falta de respeito! Ao menos que se deixasse ficar escondido!! A partir desse dia, chamava-lhe tudo menos pelo próprio nome. E os meus pais sem saberem qual o motivo de tanta raiva. Só me diziam:
- Mas tu gostavas tanto dele! Que diabo te deu?

Eu não dizia nada. Acho que só me faltou espumar da boca. Que ódio!!

Ora bem, entretanto eis que alcanço a parva idade de 14 anos, sinónimo de adolescente de pito aos saltos. Nessa altura havia já desenvolvido um gosto peculiar pela poesia. E pela cidade de Coimbra que para mim representava (e de alguma forma, ainda representa) a cidade dos delírios de amor, dos poetas, enfim, hei-de escrever algum post sobre isto. E o que é entretanto aconteceu? O Carlos entrara para Engenharia Agrícola em Coimbra. E mais: O rapaz estava giro! Já não passava tanto tempo no Fujaco. Tinha carro, amigos e amigas. Ficávamos à conversa horas seguidas no final da tarde e mesmo já depois do jantar. Recitava poemas. Demonstrava uma mente brilhante. Eu estava deliciosamente encantada e já havia esquecido o incidente das cuecas, aliás, naquele momento até me podia ver nua que eu não me ralava nada, eh eh eh.

Como em Agosto o Fujaco rompia pelas costuras com a emigrantada e o pessoal de Lisboa, o Carlos ficava por lá. Passávamos a tarde na Poça do Vale, um pequeno sistema de rega no meio de nenhures que servia de piscina natural para a malta. O caminho para lá é que era horroroso. Tínhamos de atravessar penhascos, carreirinhos no meio de milheirais e couves, era horrível mesmo. Mas eu vi nesse caminho horrível uma oportunidade para “atirar-me” ao Carlos. E atirei-me mesmo!! Na descida de um dos penhascos, simulei uma queda na esperança que ele me amparasse naqueles braços vigorosos. Mas não. O Carlos não me amparou e eu dei por mim a rolar penhasco abaixo. Parti-me toda! Valeu-me a Poça para lavar os arranhões nos joelhos, nos cotovelos, nas mãos e no rabo. E o Carlos só se ria. Topou-me a milhas!!

Já à noite, pedi-lhe para ir comigo até à povoação. O caminho até lá era bastante escuro e também bastante longo (3 kms). Aceitou. No regresso, comentei:
- Já viste que noite soberba?! O céu parece um manto de rendilhados com tanta estrela! E o sussurro do vento entre os pinheiros?! Que brisas deliciosas!
Ao que o Carlos responde:
- Olha nós agora podíamos ter aqui uma experiência do outro mundo!!

O meu coração subiu até à boca, as pernas estavam bambas e eu só pensava “UNGA UNGA é hoje, é hoje!!!”
Tentei disfarçar a emoção com algum desinteresse na resposta:
- Ai sim?! Que experiência?
- Bem, podíamos ser raptados por uma nave cheia de alienígenas e assim tínhamos uma experiência extra-terrestre!!

Naquele momento tive a sensação de levar com um martelo na cabeça. Optei por sorrir sem responder. Se o fizesse diria:
- Se fosses pó c****** mais à m**** dos aliens!

Enfim, mais uma pancada que não me levou a lado nenhum.

segunda-feira, julho 17, 2006

Frases que davam jeito...

...se eu tivesse 8 anos!

Para empurrar trabalho:
- Passa ao morto e não ao mesmo!

P/chatear o pindérico da Comercial:
- Puto xarila! Macaco sem pila

P/oferecer ao chefe:
- olhá bélinha...(PUMBA NA TESTA)

P/ir tomar o pequeno-almoço com autorização do chefe:
- um quarto d'hora....(PUMBA NA PESCOCEIRA)

P/o magricela da Informática:
- lá vai alho...(PUMBA NOS COSTADOS)

P/a recepcionista da portaria:
- Cabra cega! Cabra cega!!

E quem souber mais, do tempo em que havia recreio, faça o favor de se manifestar!!

quinta-feira, julho 13, 2006

Pergunta p/Alfacinhas...e não só

Alguém se recorda do Tolan? Aquele barco que "se virou" no Tejo e cujo casco por ali ficou durante uma série de anos?! Não?!

Eu até fui para a Praça do Comércio assistir à remoção do dito. Foi notícia e tudo! Ah pois!

terça-feira, julho 11, 2006

Canções p/cotovelos II

"Sandokan, Sandokan
Sem cuecas e soutien"

Eh eh eh

sexta-feira, julho 07, 2006

Répi Berssedei

Ao meu maridão....



FELIZ ANIVERSÁRIO!!!



Muitos anos de vida, comigo ao pé de ti, SEMPRE!!!!
E agora vá, bute lá comemorar com a malta, né môri?! Beijos da tua "bicicleta"....muitos ;)

quinta-feira, julho 06, 2006

O "30"

O Manel era um puto ranhoso lá de S. Pedro do Sul. Era mais novo que eu uns 4 anos. Tinha por alcunha “33” porque andava sempre a correr pelas terriolas e dizia que ía a 33 à hora (velocidade estonteante). Para abreviar, a malta chamava-lhe 30.

Até aos 15-16 anos, eu costumava passar as férias com os meus avós em S. Pedro do Sul, mais precisamente no Fujaco (creio que já falei sobre esta terra, mas agora não me apetece verificar se o fiz) que fica num vale no meio da Serra da Arada. A casa dos meus avós fica no cimo do vale, ou melhor, já no alto da montanha que lhe dá acesso, e o sótão, cuja entrada se faz pelo lado exterior da casa, através duns degraus de pedra, tem um fosso estreito a separá-lo da estrada. Por norma, no final da tarde, eu estava sempre nesses degraus, na palheta com a malta. E a minha avó estava cá em baixo no pátio, no cházinho com as vizinhas e cunhadas e primas (sim, porque lá na terra, 90% da população é família). Numa dessas vezes, o 30 foi para lá melgar-nos. Era mesmo um puto ranhoso. Como era mais novo que a malta, não se encaixava nos temas de conversa. Nesse dia, achou que devia melgar-me. E melgou! Chamou-me feia e gorda. E a malta a rir. E claro, eu não gostei e para demonstrar-lhe o meu desagrado empurrei-o para o fosso. Partiu-se todo. Apareceu à minha avó a tremer que nem varas. A minha avó só perguntava:
- O que foi Manel? Que te aconteceu Manel? Manel? Estás bem rapaz?
E o Manel só apontava para cima, em direcção ao sotão, tentando balbuciar o meu nome, mas faltava-lhe o ar...e o pessoal cá em cima bem caladinho.

Desde esse dia, o 30 nunca mais se meteu comigo. Foi sempre muito educado. Hoje, quando visito o Fujaco, esboça um sorriso medroso sempre que me vê. Não vejo porquê. Era incapaz de fazer-lhe mal....

quarta-feira, julho 05, 2006

quinta-feira, junho 29, 2006

E já agora....

...convém recordar o Michael Paré (lindooooo) e a Diane Lane.



Momento Rádio Clube Português III

1984, Banda sonora desse grande filme "Streets of Fire" que eu devorei n vezes assim que o meu pai comprou um vídeo beta.

Lying in your bed and on a Saturday night
You're sweatin' buckets and it's not even hot
But your brain has got the message
And it's sending it out
To every nerve and every muscle you've got

You've got so many dreams
That you don't know where to put 'em
So you'd better turn a few of 'em loose
Your body's got a feeling that it's starting to rust
You'd better rev it up and put it to use

And I don't know how I ever thought that I could make it all alone
When you only make it better
And it better be tonight
And we'll fly away on those angel wings of chrome in your daddy's car
Waiting there for you tonight
I'll be there for you tonight

Even if you don't have anywhere to go
You go down on the pedal and you're ready to roll
And even if you don't have anywhere to go
You go down on the pedal and you're ready to roll
And your speed
Is all you'll ever need
All you'll ever need to know
Darlin', Darlin'-

You and me we're goin' nowhere slowly
And we've gotta get away from the past
There's nothin' wrong with goin' nowhere, baby
But we should be goin' nowhere fast

Everybody's goin' nowhere slowly
They're only fighting for the chance to be last
There's nothin' wrong with goin' nowhere, baby
But we should be goin' nowhere fast
It's so much better goin' nowhere fast

Ah...

Stalkin' in the shadows by the light of the moon
It's like a prison and the night is a cell
Goin' anywhere has gotta be heaven tonight
'Cause stayin' here has gotta be hell
Dyin' in the city like a fire on the water
Let's go runnin' on the back of the wind
There's gotta be some action on the face of the earth
And I've gotta see your face once again

And I don't know where I ever got the bright idea that I was cool
So alone and independent
But I'm depending on you now
And you'll always be the only thing that I just can't be without
And I'm out for you tonight
I'm comin' out for you tonight

Even if you don't have anywhere to go
You go down on the pedal and you're ready to roll (ready to roll)
Even if you don't have anywhere to go
You go down on the pedal and you're ready to roll
And your speed
Is all you'll ever need
All you'll ever need to know
Darlin', Darlin'-

You and me we're goin' nowhere slowly
And we've gotta get away from the past
There's nothin' wrong with goin' nowhere, baby
But we should be goin' nowhere fast

Everybody's goin' nowhere slowly
They're only fighting for the chance to be last
There's nothin' wrong with goin' nowhere, baby
But we should be goin' nowhere fast
It's so much better goin' nowhere fast

Godspeed
Godspeed
Godspeed
Speed us away!

Godspeed
Godspeed
Godspeed
Speed us away!

Godspeed
Godspeed
Godspeed
Speed us away!

(We're goin' nowhere fast!)

(Ah...)

Fire Inc. - Nowhere Fast
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