E com isto refiro-me ao ritual anual de celebração do Ano Novo, encetado pela minha família. A passagem de ano tinha lugar na casa dos meus avós maternos, assim como o dia seguinte que era celebrado com uma fabulosa feijoada. Recordo sempre com muitas saudades estes dois dias. Quando se aproximava a meia-noite, a minha avó chamava os seus 5 netos (são 6 actualmente, mas a mais nova não estava ainda prevista nessa altura) e distribuía a cada um, um par de tampas de tachos e panelas, os textos, para o alarido da meia-noite. E lá estávamos todos à meia-noite em ponto, a bater com as tampas. Depois dos cumprimentos habituais, o meu pai, juntamente com os meus tios, juntavam-se à mesa a jogar às cartas, com o meu avô que qual D. Corleone, “presidia” a mesa.
Paralelamente, a minha avó, a minha mãe e as minhas tias, ficavam na cozinha a ver os programas de fim de ano na televisão e a colocar a conversa em dia. Nós, os primos brincávamos com o jogo do loto. Aliás, o loto era o jogo de família no dia seguinte, a 5$00 o cartão.
Recordo-me de, ainda na véspera de Ano Novo, o meu avô juntar os netos todos para distribuir uma nota de 500$00 a cada um, eh eh eh.
Entretanto chega a altura em que o meu primo mais velho, o Quintóino, atinge a idade de soltura e passa a primeira passagem de ano fora de casa (nesta altura a minha prima mais nova já era nascida). Todos nós olhávamos para ele como se fosse um herói, do género “fogo, o gajo já passa o reveillon fora, já é maior e o caraças, e nós aqui nisto e tal”. Entretanto, um por um, lá fomos nós também rompendo a tradição de ficar nos meus avós. Fomos todos arranjado par, todos orientando a vida e apenas os meus pais e tios mantiveram-se fieis à tradição. Isto aplicava-se à véspera de Ano Novo. No dia 1 estávamos todos lá para a feijoada.
Actualmente, nada disto é o que era. O meu avô faleceu há dois anos atrás e a saúde da minha avó também já não é a mesma. De facto está até bastante debilitada. A família, bem, a família vincou mais as diferenças que sempre existiram mas que eram esquecidas nesta altura. Mantêm-se os vícios antigos, somam-se os actuais e quem condena, critica ou não agrada, é votado ao ostracismo. Mas isto foi sempre assim, mais dissimulado, mas sempre assim. Agora já não há porque dissimular. A tradição acabou e este ano já nem o almoço de Ano Novo vai concretizar-se. É pena. Mas a vida é assim. Terminam-se rituais e iniciam-se outros.
Quanto a mim, faço como os meus adorados Monty Python: “Always look on the bright side of life” e abalo assobiando...
Feliz 2007 a todos!
sexta-feira, dezembro 29, 2006
terça-feira, dezembro 26, 2006
Laura Brannigan - Self Control
Cais self control cais quê?! Já cá postei a letra, agora fica o vídeo. Só de ouvir dá vontade de começar logo aos pinotes. Os penteados do vídeo estão de regresso (olhem que já vi a Mónica Sintra com um penteado igualzinho ao da Jennifer Rush do "Power of Love" e ficava horrenda, mas enfim), as belas das botas por fora das calçanitas...até aqui tudo bem, agora pelo amor de Deus que NÃO REGRESSEM OS CHUMAÇOS!!!
P.S. E a música é libidinosa ca sa farta :D
Cais self control cais quê?! Já cá postei a letra, agora fica o vídeo. Só de ouvir dá vontade de começar logo aos pinotes. Os penteados do vídeo estão de regresso (olhem que já vi a Mónica Sintra com um penteado igualzinho ao da Jennifer Rush do "Power of Love" e ficava horrenda, mas enfim), as belas das botas por fora das calçanitas...até aqui tudo bem, agora pelo amor de Deus que NÃO REGRESSEM OS CHUMAÇOS!!!
P.S. E a música é libidinosa ca sa farta :D
segunda-feira, dezembro 18, 2006
O Natal
Como não podia deixar de ser, tenho que fazer aqui referência ao Natal, esse feriado que supostamente seria para celebrar o nascimento de Jesus, mas que hoje nada mais é do que um dia em que o cinismo se manifesta na sua origem mais pura. Claro que nem sempre pensei assim. Em catraia ansiava por este dia. Desde cedo que soube que o Pai Natal não existia, mas os meus pais mantiveram sempre a surpresa dos presentes na manhã de Natal até ao início da minha adolescência. E queria apenas relembrar aqui uma dessas manhãs de Natal, por tudo o que ainda hoje representa para mim (hummm, isto está a ficar um “cadito” lamechas). Adiante.
Tinha 6 anos. Dois meses antes, aquando o meu aniversário, já havia ficado completamente histérica quando vi uma Órbita vermelha novinha à minha espera no hall de entrada. Os meus pais andavam numa azáfama terrível e, ao contrário do que acontecia habitualmente, não me levavam às compras com eles. Deixavam-me com os meus avós. Suspeitei imediatamente de que estivessem a fazer as compras de Natal e passei as duas semanas anteriores a essa data, a vasculhar os cantos à casa à procura dos presentes escondidos. Mas nesse ano os meus pais queriam evitar a todo o custo que eu soubesse antecipadamente o conteúdo dos embrulhos, como havia acontecido nos dois anos anteriores, já que eu não expressei qualquer surpresa quando desembrulhei os ditos no dia de Natal. E conseguiram. Corri os cantos todos à casa, mas em vão. Não encontrei nada.
Na véspera de Natal fui dormir com a desilusão de ter apenas, perto da árvore de Natal, os presentes dados por familiares e amigos.
Na manhã do dia 25, levantei-me para beber água. Faltava-me uma pantufa. Fui descalça para a cozinha e deparei-me com uma montanha de presentes em cima da tampa do fogão. E com a minha pantufa também. Agarrei nos que consegui e saltei para a cama dos meus pais, completamente enebriada. Nem queria crer!! Os meus olhos faíscavam!! Os meus pais olhavam para mim completamente embevecidos. Nunca mais vou esquecer-me desse Natal.
Agora que espero um filho, pergunto-me se irei achar graça ao Natal novamente. Mas acima de tudo anseio por sentir o mesmo que os meus pais sentiram quando viram a alegria da filhota deles a desembrulhar os presentes e a agradecer-lhes com o olhar pois nem conseguia falar! A mesma alegria que vi 22 anos depois quando desembrulhei um presente de casamento que eu nunca havia esperado receber. Um presente de casamento que afinal era só mesmo para mim.
E antes que abra aqui o berreiro, deixo a lista de presentes que recebi (dos meus pais) há 25 anos atrás. A saber:
- Um pónei azul (My Little Pony) com cabelos cor de rosa;
- Um conjunto de tecelagem (até fiz uma carteirinha em lã para colocar o passe);
- Uma boneca de trapos que ficou a chamar-se Patusca (porque, de facto, era-o);
- A quinta dos Pin Y Pon’s
- Uma camisola do Balão;
- Umas peúgas com corações;
- Dois pares de cuecas: um com o desenho do Piu-Piu e outro com o Sylvester;
- Um par de ganchos para o cabelo, em forma de laçarotes.
Sem cinismos, desejo-vos “ A TODOS UM BOM NATAAAAAALLL” !!!
Tinha 6 anos. Dois meses antes, aquando o meu aniversário, já havia ficado completamente histérica quando vi uma Órbita vermelha novinha à minha espera no hall de entrada. Os meus pais andavam numa azáfama terrível e, ao contrário do que acontecia habitualmente, não me levavam às compras com eles. Deixavam-me com os meus avós. Suspeitei imediatamente de que estivessem a fazer as compras de Natal e passei as duas semanas anteriores a essa data, a vasculhar os cantos à casa à procura dos presentes escondidos. Mas nesse ano os meus pais queriam evitar a todo o custo que eu soubesse antecipadamente o conteúdo dos embrulhos, como havia acontecido nos dois anos anteriores, já que eu não expressei qualquer surpresa quando desembrulhei os ditos no dia de Natal. E conseguiram. Corri os cantos todos à casa, mas em vão. Não encontrei nada.
Na véspera de Natal fui dormir com a desilusão de ter apenas, perto da árvore de Natal, os presentes dados por familiares e amigos.
Na manhã do dia 25, levantei-me para beber água. Faltava-me uma pantufa. Fui descalça para a cozinha e deparei-me com uma montanha de presentes em cima da tampa do fogão. E com a minha pantufa também. Agarrei nos que consegui e saltei para a cama dos meus pais, completamente enebriada. Nem queria crer!! Os meus olhos faíscavam!! Os meus pais olhavam para mim completamente embevecidos. Nunca mais vou esquecer-me desse Natal.
Agora que espero um filho, pergunto-me se irei achar graça ao Natal novamente. Mas acima de tudo anseio por sentir o mesmo que os meus pais sentiram quando viram a alegria da filhota deles a desembrulhar os presentes e a agradecer-lhes com o olhar pois nem conseguia falar! A mesma alegria que vi 22 anos depois quando desembrulhei um presente de casamento que eu nunca havia esperado receber. Um presente de casamento que afinal era só mesmo para mim.
E antes que abra aqui o berreiro, deixo a lista de presentes que recebi (dos meus pais) há 25 anos atrás. A saber:
- Um pónei azul (My Little Pony) com cabelos cor de rosa;
- Um conjunto de tecelagem (até fiz uma carteirinha em lã para colocar o passe);
- Uma boneca de trapos que ficou a chamar-se Patusca (porque, de facto, era-o);
- A quinta dos Pin Y Pon’s
- Uma camisola do Balão;
- Umas peúgas com corações;
- Dois pares de cuecas: um com o desenho do Piu-Piu e outro com o Sylvester;
- Um par de ganchos para o cabelo, em forma de laçarotes.
Sem cinismos, desejo-vos “ A TODOS UM BOM NATAAAAAALLL” !!!
terça-feira, dezembro 05, 2006
Vasco, querido Vasco
Principalmente depois da Mipinha o ter mencionado no comentário ao post anterior. Ei-lo: Vasco Granja, aquele que quase só apresentava desenhos animados da ex-União Soviética.

Recordo-me em especial de um ursinho de peluche animado. Acho que era dos poucos desenhos animados "soviéticos", ou mesmo o único, que eu achava alguma piada. Todos os outros eram incrivelmente chatos! Mas verdade seja escrita: Vasco Granja na TV significava que estava na hora dos "bonecos" YEEEEIIII

Recordo-me em especial de um ursinho de peluche animado. Acho que era dos poucos desenhos animados "soviéticos", ou mesmo o único, que eu achava alguma piada. Todos os outros eram incrivelmente chatos! Mas verdade seja escrita: Vasco Granja na TV significava que estava na hora dos "bonecos" YEEEEIIII
quarta-feira, novembro 29, 2006
Nunca pensei dizer isto, mas...
...sinto saudades do TV Rural e do Sr. Eng.º Sousa Veloso com as suas belas suíças. Em miúda detestava o programa, pois tinha de ficar à espera que o mesmo terminasse (dava ao Sábado ao fim da manhã), para ver o Jornalinho e os desenhos animados. Mas agora, que saudades do Eng.º Sousa Veloso e da árvore animada (e depois frutos)no início do programa acompanhada por uma música toda tirolesca.
sexta-feira, novembro 24, 2006
quarta-feira, novembro 22, 2006
quarta-feira, novembro 08, 2006
Karaté - Uma questão de vocação
Com 15 anos decidi inscrever-me no karaté. O clube recreativo lá da rua tinha aberto inscrições recentemente para a modalidade referida e eu pensei “e porque não?” . E lá fui eu. Tinha aulas às Segundas, Quartas e Sextas, sempre às 19h00. O irmão da minha vizinha emprestou-me o kimono pois já tinha desistido do judo e tive apenas de comprar o belo do cinturão. Branco, como é óbvio. Bem, depois de ter reunido condições (essencialmente equipamento) para a prática do karaté, lá iniciei o meu percurso pelo mundo das artes marciais que se prolongou até eu ter completado 19 anos.
Não foi fácil! Não foi mesmo nada fácil! No primeiro dia o Mestre “rebentou” comigo. Eu não tinha Educação Física no liceu, logo não tinha qualquer preparação. Fiz tantos exercícios de aquecimento e repeti tanto a kata do meu dan (ou cinto, já nem me recordo o nome que atribuíam) que no dia seguinte nem conseguia sentar-me!! Com o passar do tempo, lá me fui habituando e ao fim de um ano já tinha arranjado alcunhas para alguns dos meus colegas e já era chamada para as demonstrações de combate (o chamado komité) essencialmente porque passava o tempo a gozar com o pessoal e era uma forma subtil do meu Mestre se vingar, cravando-me vigorosos socos no abdómen. Nem com esses castigos aprendi. Gozei com o pessoal até ter desistido do karaté.
Era impossível não gozar. Juro!! Só o facto de andarmos descalços era meio caminho andado! Imagine-se: adolescentes chulipentos a treinar! Blargh! Tanta vez que recusei fazer aquecimento com o Chulé Pé exactamente pelos motivos que me levaram a dar-lhe aquela alcunha. E os saltos de coelho? Era humanamente impossível para mim saltar à volta do ginásio quando o Peidorreiro se gazeava todo por cada pulo que dava. Eu passava o tempo todo a rir. Depois era a Carla Felpa, mas essa fazia parte do grupo de karatecas dos bombeiros: exibia com orgulho o seu peito felpudo. Dizia que eram pêlos de estimação. Daí a colocar-lhe o apelido de Felpa foi um tirinho. Depois havia o Urso. Era Urso porque quando emitia o Kiay (ou lá como é que isto se escreve), parecia um urso esfomeado após um longo período de hibernação: UUUUUUUÔOOOSSSSSS (era mais ou menos um som como este).
Lembro-me das palavras do meu Mestre quando a minha mãe o questionara sobre o estágio que eu ía frequentar:
- D. Mãe, a sua filha, bom, como é que eu vou descrever a sua filha?! Não quer ficar ao pé de fulano porque cheira mal dos pés, se ficar com beltrano é porque cheira mal da boca, portanto também não quer. Não grita nos exercícios (o kyai), porque diz que parece mal estar ali aos gritos. A meio dos combates, faz uma pausa para arranjar o kimono. Para ela tudo é motivo para dar largas à imaginação e divagar sobre o mais improvável. No entanto é uma pequena adorável....:S
E por aqui me fico. Farei mais relatos das minhas aventuras no mundo do karaté, até porque foram mesmo muitas. E do Body Pump também. E do Step. E do Volei. E tudo e tudo. ;)
Não foi fácil! Não foi mesmo nada fácil! No primeiro dia o Mestre “rebentou” comigo. Eu não tinha Educação Física no liceu, logo não tinha qualquer preparação. Fiz tantos exercícios de aquecimento e repeti tanto a kata do meu dan (ou cinto, já nem me recordo o nome que atribuíam) que no dia seguinte nem conseguia sentar-me!! Com o passar do tempo, lá me fui habituando e ao fim de um ano já tinha arranjado alcunhas para alguns dos meus colegas e já era chamada para as demonstrações de combate (o chamado komité) essencialmente porque passava o tempo a gozar com o pessoal e era uma forma subtil do meu Mestre se vingar, cravando-me vigorosos socos no abdómen. Nem com esses castigos aprendi. Gozei com o pessoal até ter desistido do karaté.
Era impossível não gozar. Juro!! Só o facto de andarmos descalços era meio caminho andado! Imagine-se: adolescentes chulipentos a treinar! Blargh! Tanta vez que recusei fazer aquecimento com o Chulé Pé exactamente pelos motivos que me levaram a dar-lhe aquela alcunha. E os saltos de coelho? Era humanamente impossível para mim saltar à volta do ginásio quando o Peidorreiro se gazeava todo por cada pulo que dava. Eu passava o tempo todo a rir. Depois era a Carla Felpa, mas essa fazia parte do grupo de karatecas dos bombeiros: exibia com orgulho o seu peito felpudo. Dizia que eram pêlos de estimação. Daí a colocar-lhe o apelido de Felpa foi um tirinho. Depois havia o Urso. Era Urso porque quando emitia o Kiay (ou lá como é que isto se escreve), parecia um urso esfomeado após um longo período de hibernação: UUUUUUUÔOOOSSSSSS (era mais ou menos um som como este).
Lembro-me das palavras do meu Mestre quando a minha mãe o questionara sobre o estágio que eu ía frequentar:
- D. Mãe, a sua filha, bom, como é que eu vou descrever a sua filha?! Não quer ficar ao pé de fulano porque cheira mal dos pés, se ficar com beltrano é porque cheira mal da boca, portanto também não quer. Não grita nos exercícios (o kyai), porque diz que parece mal estar ali aos gritos. A meio dos combates, faz uma pausa para arranjar o kimono. Para ela tudo é motivo para dar largas à imaginação e divagar sobre o mais improvável. No entanto é uma pequena adorável....:S
E por aqui me fico. Farei mais relatos das minhas aventuras no mundo do karaté, até porque foram mesmo muitas. E do Body Pump também. E do Step. E do Volei. E tudo e tudo. ;)
segunda-feira, novembro 06, 2006
quinta-feira, novembro 02, 2006
sexta-feira, outubro 27, 2006
quinta-feira, outubro 26, 2006
Inocentes 5 anos
Eu - Oh vó, o vô deu um peido!!!
Avô - Tá calada piquena!!!! (avô visivelmente constrangido)
Eu - Mas é verdade! O vô deu um peido!! Eu ouvi!!
Avô - Não vês que é o banco a ranger?!
19hrs, chega a minha mãe para me levar
- Oh mãe, o vô peida-se e depois diz que é o banco que faz barulhos :D
Avô - Tá calada piquena!!!! (avô visivelmente constrangido)
Eu - Mas é verdade! O vô deu um peido!! Eu ouvi!!
Avô - Não vês que é o banco a ranger?!
19hrs, chega a minha mãe para me levar
- Oh mãe, o vô peida-se e depois diz que é o banco que faz barulhos :D
sexta-feira, outubro 20, 2006
quarta-feira, outubro 18, 2006
Olha que lindo!
Faço anos no Dia Mundial do Animal e o aniversário do meu casamento coincide com o Dia Mundial da Menopausa! É coisinha para me aconselhar na Maya.
terça-feira, outubro 17, 2006
Earth & Fire (1979)
Ouvi-os hoje na Antena 3, na "Máaaaaquina do Tempoooooo". Confesso que há já bastantes anos que não ouvia isto. Faz-me lembrar os tempos em que passeava à noite, na Costa de Caparica, com os meus pais. Lembro-me de ouvir esta música - Weekend - quando passava à porta dos diversos cafés e bares da outrora fantástica Rua dos Pescadores. Infelizmente não consigo fazer o "dauló" da música. Fica aqui a letra para quem se recorda:
"Sunday and it’s so hard to say goodbye
I don’t know what to do passing the days without you
Friday night when I see you again
You’ll make a fool out of me
I don’t wanna be your lover for the weekend
Sometimes when I’m looking at your face
There’s something in your eyes that makes me realize
We’ve got no chance if we’re going on this way
You mean such a lot to me
I don’t wanna be your lover for the weekend
Chorus:
Love in a woman’s heart
I wanna have the whole and not a part
It’s strange that this feeling grows more and more
‘Cause I’ve never loved someone like you before
Sunday and it’s so hard to say goodbye
I don’t know what to do passing the days without you
Friday night when I see you again
You’ll make a fool out of me
I don’t wanna be your lover for the weekend
Chorus (2x)
Sometimes when I’m looking at your face
There’s something in your eyes that makes me realize
We’ve got no chance if we’re going on this way
You mean such a lot to me
I don’t wanna be your lover for the weekend
Chorus (3x)"
"Sunday and it’s so hard to say goodbye
I don’t know what to do passing the days without you
Friday night when I see you again
You’ll make a fool out of me
I don’t wanna be your lover for the weekend
Sometimes when I’m looking at your face
There’s something in your eyes that makes me realize
We’ve got no chance if we’re going on this way
You mean such a lot to me
I don’t wanna be your lover for the weekend
Chorus:
Love in a woman’s heart
I wanna have the whole and not a part
It’s strange that this feeling grows more and more
‘Cause I’ve never loved someone like you before
Sunday and it’s so hard to say goodbye
I don’t know what to do passing the days without you
Friday night when I see you again
You’ll make a fool out of me
I don’t wanna be your lover for the weekend
Chorus (2x)
Sometimes when I’m looking at your face
There’s something in your eyes that makes me realize
We’ve got no chance if we’re going on this way
You mean such a lot to me
I don’t wanna be your lover for the weekend
Chorus (3x)"
sexta-feira, outubro 13, 2006
Armas de arremesso
Quando ficava sozinha em casa, corria para a varanda, munida de batatas greladas para arremessar a quem passava na rua. Depois escondia-me, claro, e ficava divertida a ouvir os comentários das pessoas, do género: "quésta merda?!" ou "se te apanho aperto-te o pipo". Chegava a cortar as batatas em cubos para render mais.
Também costumava experimentar a sorte à noite, enquanto a minha mãe ficava hipnotizada a ver a novela e o meu pai ía até à rua beber café. Nessas alturas, e para não estar sempre a passar pela minha mãe para reabastecer o meu stock de batatas, até o carvão para o churrasco ou os "terrões" dos vasos serviam. Cheguei a trocar munições com a minha vizinha do lado, dependendo da localização do alvo. Ficávamos horas a rir do figuraço do pessoal a "mandar vir" em todas as direcções com a esperança de vislumbrar alguém suspeito. Quando a minha prima passava fins de semana comigo, também alinhava na brincadeira e até conseguia encontrar pedras para atirar, após esgatafunhar arduamente, os vasos da minha mãe.
Até pedras do aquário dos meus pais utilizei como arma de arremesso. Até ao dia em que acertei no meu próprio pai, que ao reconhecer as pedras, galgou as escadas do prédio sem paciência para esperar pelo elevador, e meu presenteou com uma vigorosa chapada dos dentes que me fez sentir como se tivesse injectado as beiças com silicone, botox ou até picante (fiquei com beiças pisca-pisca).
Hoje também gostava de fazer o mesmo. Sem o risco da chapada nos dentes. Aliás, sem qualquer risco associado. Mas daqui do terraço do meu local de trabalho. E nada de batatas. pedras ou terrões. Era mesmo com os cócós dos pombos que povoam os beirais destas janelas. E com clips, mas numa fisga porque assim dói mais!
Já me sinto melhor. Não descomprimi da forma que queria, mas confesso que ter expressado esta minha vontade, me deixou bem mais solta. Bom fim de semana!
Também costumava experimentar a sorte à noite, enquanto a minha mãe ficava hipnotizada a ver a novela e o meu pai ía até à rua beber café. Nessas alturas, e para não estar sempre a passar pela minha mãe para reabastecer o meu stock de batatas, até o carvão para o churrasco ou os "terrões" dos vasos serviam. Cheguei a trocar munições com a minha vizinha do lado, dependendo da localização do alvo. Ficávamos horas a rir do figuraço do pessoal a "mandar vir" em todas as direcções com a esperança de vislumbrar alguém suspeito. Quando a minha prima passava fins de semana comigo, também alinhava na brincadeira e até conseguia encontrar pedras para atirar, após esgatafunhar arduamente, os vasos da minha mãe.
Até pedras do aquário dos meus pais utilizei como arma de arremesso. Até ao dia em que acertei no meu próprio pai, que ao reconhecer as pedras, galgou as escadas do prédio sem paciência para esperar pelo elevador, e meu presenteou com uma vigorosa chapada dos dentes que me fez sentir como se tivesse injectado as beiças com silicone, botox ou até picante (fiquei com beiças pisca-pisca).
Hoje também gostava de fazer o mesmo. Sem o risco da chapada nos dentes. Aliás, sem qualquer risco associado. Mas daqui do terraço do meu local de trabalho. E nada de batatas. pedras ou terrões. Era mesmo com os cócós dos pombos que povoam os beirais destas janelas. E com clips, mas numa fisga porque assim dói mais!
Já me sinto melhor. Não descomprimi da forma que queria, mas confesso que ter expressado esta minha vontade, me deixou bem mais solta. Bom fim de semana!
segunda-feira, outubro 09, 2006
Nojo, nojo, nojo!!!
Quem é que nunca teve a experiência agonizante de sentir as faces limpas por uma ponta de lenço cuspida pela avó ou avô? Ou mesmo pelos pais?! Ficava agoniada o resto do dia...nojo, nojo, nojo. Cada vez que me lembro, credo!!! A imagem da minha avó e/ou avô, direitinha a mim, com aquela ponta de lenço impregnada de saliva para me limpar o chocolate, ou os bigodes de leite...oh meu Deus!!!
Era mesmo só para partilhar isto! Mas espero sinceramente existam mais almas molestadas pelo lenço cuspido. Pleaaaase!!!
Era mesmo só para partilhar isto! Mas espero sinceramente existam mais almas molestadas pelo lenço cuspido. Pleaaaase!!!
sexta-feira, setembro 22, 2006
"Baby I don't care"
terça-feira, setembro 19, 2006
Escola Secundária
Ano lectivo 1987/1988, 7º ano de escolaridade, aula de matemática:
Professor: Vocês não prestam atenção às aulas. Deviam ter consciência de que a matemática é fundamental em todas as profissões, quer sejam padeiros, talhantes, costureiras, peixeiras...por falar nisso, CAMÉLIA FAÇA O FAVOR DE FICAR CALADA UM MOMENTO. BOLAS, QUE PEIXEIRA!!
Eu (com pose de ranhosa): Olhe "stôr" por acaso eu até podia ser peixeira, por acaso até podia ser peixeira!!!
Professor: PUDERA! VOCÊ TEM CARA DE CORVINA!!!!
E depois disto, para mim, foi o degredo. Bom, ok, só até ao final da aula, depois a malta esqueceu e lá pararam de rir.
E não, não tenho cara de corvina!!!
Professor: Vocês não prestam atenção às aulas. Deviam ter consciência de que a matemática é fundamental em todas as profissões, quer sejam padeiros, talhantes, costureiras, peixeiras...por falar nisso, CAMÉLIA FAÇA O FAVOR DE FICAR CALADA UM MOMENTO. BOLAS, QUE PEIXEIRA!!
Eu (com pose de ranhosa): Olhe "stôr" por acaso eu até podia ser peixeira, por acaso até podia ser peixeira!!!
Professor: PUDERA! VOCÊ TEM CARA DE CORVINA!!!!
E depois disto, para mim, foi o degredo. Bom, ok, só até ao final da aula, depois a malta esqueceu e lá pararam de rir.
E não, não tenho cara de corvina!!!
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