Sexta-feira, Agosto 14, 2009
AAAAAAAHHHH
Hoje as noites quentes escassam e intervalam com grandes períodos de Verão ventoso. E já não existe a cumplicidade entre vizinhos. Cada um na sua casa e queremos lá nós saber da vida dos outros...
Segunda-feira, Junho 01, 2009
Here and Now
Mas não se pode ter tudo. A Belinda que o diga. Ficou tão aborrecida pelas falhas e guinchos no microfone que saíu sem despedir-se do público. Deixou lá a "bacana" do backup voice a terminar o espectáculo. Não lhe ficou bem, já tem idade para deixar de armar-se em vedeta. Enfim.
Deixo aqui, por ordem de actuação, a malta que encabeçou o Here and Now no passado dia 29 de Maio no Pavilhão Atlântico:
Curiosity Killed The Cat

Só conheço vagamente uma música destes srs. E a avaliar pelas reacções, creio que o resto do público também.
Nik Kershaw

Deste, não falhou uma. Cantei todas, todinhas e bati palmas até ficar com as mãos feitas em trambolhos. Tão diferente que está agora. Ai a idade. Mas conseguiu transportar-me ao tempo dos casacos em V e o cabelo à bate-chapa.
ABC

Chegaram nas suas fatiotas e conseguiram fazer pular as sras com o "Shoot That Poison Arrow" e o famosíssimo "Look of Love". Também pulei, claro (e as minhas mãos, meu Deus, as minhas mãos).
Belinda Carlisle


Não fosse o microfone e o som, esta Sra teria tido uma prestação mais simpática. Continua elegante. E deixou-me rouca de tanto cantar aquelas músicas que em tempos me faziam doer os cotovelos.
Kim Wilde


A melhor actuação da noite. Pela reacção do público. Pela simpatia dela e como se emocionou. Grande Kim!
Rick Astley

Interessante. Com humor inglês à mistura. Também me fartei de cantar e já não sentia as mãos. No global...UM BOM CONCERTO!
Segunda-feira, Abril 13, 2009
Fora do contexto do blog...
- Filho, ficas aqui porque a mãe tem de ir ganhar o tostão!
E hoje, provavelmente já farto desta conversa agarrou no porta-moedas da avó e tirou de lá umas poucas para me dar...é coisinha para andar o resto da semana de coração apertado, lágrima no canto do olho e olhar embevecido sempre que recordar este momento!
Mas como o dinheiro não cai do céu...
Terça-feira, Março 31, 2009
UB40 - WEAR YOU TO THE BALL 1989
Epá, nem sei que diga...ai os bailes em Marvila, ui ui ou melhor "Txica bau txica bau, txica bau au au" ié beibiiii
Terça-feira, Março 10, 2009
Cyndi Lauper - Goonies 'R' Good Enough
Porque é que nos filmes da pequenada tem de haver sempre um gordinho?
Quinta-feira, Março 05, 2009
Crime Story Opening Theme
Olhágora o que a Rádio Comercial me havia de lembrar no "Músicas p/sonhar". Eu gostava mesmo da série, e desta música então: I WONDER, I WA WA WA WA WONDER (lai lai lai)
Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009
Fraggle Rock Video Promo
Olha agora o que me haviam de recordar. Gostava tanto de ver isto. Isto e toda a bonecada "amarretada" ;)
Quinta-feira, Janeiro 29, 2009
Ingenuidades
Devia ter uns 8 anos e tinha visto na televisão uns truques de magia, entre eles, o da moeda fantasma que consistia em colocar uma moeda por cima do gargalo de uma garrafa vazia que tinha sido previamente colocada, durante um par de horas, no frigorífico. Depois era só segurar na garrafa e aguardar: a moeda pulava como se impulsionada por uma força de outro mundo.
Contei este episódio na escola e a minha colega Irene, que devia pensar que estava a enganá-la, disparou:
- Também podes fazer isso, mas tens de colocar a garrafa em cima do frigorífico e deixar tudo às escuras. Vão sair fantasmas, vais ver.
E eu (imbecil) fiz isso. Com a minha avó a abanar a cabeça completamente incrédula na minha ingenuidade. Claro que não saíram fantasmas. Mas segui as recomendações da minha avó, e no outro dia quando vi a Irene:
- Bem, fantasmas não vi, mas juro-te que saíu um elefante cor-de-rosa :P
Sexta-feira, Novembro 14, 2008
Que me lembre
Jantar ou almoçar fora era um acontecimento e não uma quase rotina e era "finesse" passar Reveillons em restaurantes. Ou ir comer uma sardinhada à Feira Popular.
Os Centros Comerciais eram bem mais pequenos e fazer compras na Baixa de Lisboa é que era in (para mim, continua a ser).
De maneiras que por ora, que me lembre, era isto.
Quinta-feira, Setembro 18, 2008
Sexta-feira, Setembro 12, 2008
Viagem de Finalistas
Foram 5 dias. De Quarta a Domingo. Foram bestiais. No início, na chegada a Gatewick, houve alguma desilusão porque achámos tudo muito escuro e triste, como se estivéssemos perante um retrato da Revolução Industrial. Aquelas fábricas em tijolo escurecido lembrava se teríamos feito a melhor escolha. Quando chegámos, de comboio à estação de Victoria, estávamos completamente enganados.
Para contactar-nos, só a Sofia tinha telemovel. Os nossos pais ligavam para lá e depois rachávamos a conta do rooming. Bom, despesas e trajectos combinados, lá começámos a nossa incursão por Londres. Não vou fazer aqui nenhuma reportagem sobre Londres, vou só destacar algumas situações típicas (ou não), de quem viaja:
- Prisão de Ventre
Eu, o Mike e a Lilas tínhamos bastante dificuldade em obrar (é que vai mesmo este termo). Já a Sofia, cada sítio, cada wc. Na véspera de regresso a Portugal, Sábado, a "coisa" estava mesmo a ficar feia, à excepção da Sofia que se tinha tornado amiga íntima das sanitas. De manhã, no elevador do Madame Tussaud's atira a Lilas:
- Epá tenho de me peidar! Tenho de me peidar! EU NÃO AGUENTO!!!
E nós:
- Oh Lilas, olha que a malta percebe o que estás a dizer (os olhares horrorizados dos outros visitantes transpareciam a angústia de levar com um peido de 3 dias).
- Opá não quero saber.
E cagou-se. E saíu do elevador. E toda a gente saíu. Uns riam, outros mostravam-se incomodados. Mas piraram-se todos. E eu e o Mike com a tripa a fervilhar.
Durante a tarde, na visita ao Museu de História Natural:
- Olha, bute ali experimentar o simulador de sismos.
- Bute lá.
Durante a simulação, a Lilas torna à carga:
- Epá tenho de me peidar. Esta torpidação está a dar-me voltas à tripa. EU TENHO DE AMANDAR UM PEIDO SENÃO ARREBENTO!! (Foram mesmo estes os termos).
- Eu e a Sofia saltámos logo p/fora do simulador. O Mike não conseguia mexer-se de tanto rir.
No final do dia, tivémos de fazer uma espécie de rendição: enquanto um tentava concentrar-se no WC para limpar a tripa, os outros davam uma volta ao quarteirão. Isto para evitar o gozo de ouvir a malta a desfazer-se na sanita. E a Lilas lá acalmou também.
- Dormir pouco
Para aproveitar a estadia ao máximo, pouco se dormiu durante aqueles 5 dias, o que fez aumentar o nível de irritabilidade entre os 4. O Mike e a Lilas eram os guias, de mapa na mão à pesca do trajecto definido. Eu e a Sofia seguíamos atrás, a cuscar as casas dos londrinos (as casas em caves não têm privacidade nenhuma). No Sábado à noite (Sábado foi o culminar de tanta coisa, apre) lembrei-me de ver o mapa e servir de guia. A Lilas não gostou (e com razão, vem agora esta gaja ao fim destes dias todos, armar-se em parva) e começámos numa valente discussão e a chorar (sim, a chorar, gajas que não dormem nem cagam, é no que dá) em pleno Covent Garden. Até que passa um velho narso e quebra o gelo: AAAAAAHHHHH SHUT UP!!!! Ficou tudo bem, às gargalhadas.
- Contar os tostões
Para poupar as libras, que em Londres é tudo caro, fizemos apenas uma refeição fora do hotel, mas sempre fast-food. Ao pequeno-almoço, sacávamos pão, queijo e compotas para dentro da mochila, para repartirmos à noite no quarto.
Foi uma viagem e tanto, com muita coisa ainda para contar (a Lilas a gritar no metro que ía colocar as cuecas usadas no topo do saco de viagem para não ser revistada, por exemplo). Para tudo isto, tivemos a ajuda da faculdade que contribuiu com algum dinheiro para a viagem, dos pais e dos trocos que a malta amealhava (no meu caso, já trabalhava). Na viagem para Londres, já reparávamos como a juventude mudava: nós estávamos no final de curso para enfrentar o mercado de trabalho, a vida a "sério". No mesmo avião estavam putos do 12º ano também numa viagem de finalistas. E nós só pensámos:
- Fuod*-**, onde é que nós, há 5/6 anos atrás tínhamos autorização p/isto?
Ah, outra coisa: em Londres passei sempre por gajo, ou melhor, por rapazote (yes lad, they told me). Quando vi as fotos e reparei melhor no meu corte de cabelo, percebi porquê.
Quinta-feira, Setembro 11, 2008
New Order - True Faith
Mais uma a trazer saudade. A primeira vez que ouvi foi como banda sonora do "Nova Iorque fora d'horas" onde o Michael J. Fox desempenhava um papel "sério".
Quarta-feira, Setembro 10, 2008
KISS I WAS MADE FOR LOVING YOU
Quando ainda era moda exibir fartas peitaças peludas!! Anyway, grande malha :D
Sábado, Agosto 16, 2008
Quinta-feira, Julho 03, 2008
Sexta-feira, Março 14, 2008
O Banco dos palermas
- Sentada de costas para o motorista, à minha frente um senhor, com a cabeça encostada ao vidro, ressonava e babava até que lhe cai em cima o rôlo do estore. Como não conseguia conter o riso, olhei para o resto das pessoas que estavam nos bancos mais atrás e ri-me desalmadamente fingindo que conhecia alguém que supostamente estaria sentado nesses bancos, ou seja, para não parecer que me estava a rir sozinha, dei uma "ah e tal, já viste isto, ah ah ah ah, pois é, ah ah ah". Até acenei e tudo. Sim, pensaram que fosse maluca porque ficaram a olhar uns p/outros a pensar para quem é que eu estaria a falar;
- Numa travagem brusca, aterrei de joelhos e enfiei a cabeça no meio da pernas do rapaz à minha frente que tratou logo de dizer-me que o acidente não tinha importância. CLARO!!
- Em pé, a aguardar que vagasse um lugar, dei por mim sentada ao colo de um velho casparoso por causa de uma manobra do condutor;
- De Marvila à Praça do Comércio, no 59, o trajecto era feito por estradas bem estreitas, esburacadas e de curvas apertadas. Cada vez que me tentava sentar nesses bancos, fazia autênticas sessões de Pinball.
Fora dos bancos dos palermas, numa corrida desenfreada para tentar apanhar o 19, levei um valente soco de um senhor que, parado na fila, esticou o braço para "chamar" o autocarro.
Também já fiquei com a cabeça entalada nas portas quando me lembrei que tinha de sair naquela paragem, já depois de toda a gente ter saído.
Já me seguraram pelo peito quando caí de costas. Dei com o chapéu de chuva no parvalhão.
Já bati de boca no obliterador porque tropecei no casaco (quando era aquela moda parva dos casacos compridos).
Quase diariamente levava com o cheiro a "ciboilas" e refogado logo pela manhã.
Já levei com um par de enooooormes seios na cara que até me saltaram os óculos à conta da pressa de uma senhora roliça.
Mas o que eu gostava mesmo era de andar nos autocarros de 2 andares, como o 39 ou o 59 à hora de ponta: a malta da preparatória até se atropelava p/ir p/piso de cima. Ah, belos tempos!!!
Terça-feira, Fevereiro 26, 2008
Scatman John: Scatman music video
Ainda hoje não gosto desta música (deve ser por causa do bigode...ou não :P)
Quinta-feira, Janeiro 24, 2008
Fora do contexto do Blog
Eu: é o presidente do Grupo onde trabalho.
Esposo: É gago?
Eu: Não! Porque perguntas isso?
Esposo: Enviou-te a mesma carta 3 vezes...
Quarta-feira, Janeiro 16, 2008
Melhor que o Sumol

Quando não havia Fruto Real, marchava o drink de vinho morangueiro, água e açúcar!!!
Segunda-feira, Dezembro 24, 2007
P**** das Correntes
Ora pois bem, gostava muito de receber QUALIDADE DE VIDA!!!
Vão de retro: peúgas brancas, malta que gosta de se meter na vida dos outros e songas-mongas.
Ora agora 5 blogs: pode ser a maria das pétalas, a Hell do Varão e o Brattinho. Faltam dois, quem quiser responder, façófavor.
Quinta-feira, Dezembro 13, 2007
Com este frio...
Ferviam a água na chaleira de latão(que ainda existe e ainda assobia), enchiam as botijas que depois colocavam aos pés da cama, no meio dos lençóis de flanela. Durante a noite, para apanharem o menor frio possível, utilizavam os penicos de louça que estavam no armário da mesa de cabeceira, e era vê-los, pela manhã, com as suas chávenas gigantes a caminho da casa-de banho, para despejar os fluídos nocturnos.
Se fossem vivos, ainda procediam assim. Nada de lençóis térmicos, nada de aquecedores no quarto ou de edredons de penas ou mesmo os sacos de água quente (não vão as unhas romper aquilo). E muito menos dormirem muito juntinhos, pois "o teu avô ressona muito", dizia a minha avó paterna, porque a minha avó materna era bem mais radical: mudava de quarto!!
No meu caso, se o esposo ressonar, dou pontapés! Ou encontrões! Ou só aviso...depende da quantidade de horas em que estou a tentar dormir :)
Sexta-feira, Novembro 23, 2007
Para o meu filho...quando crescer
Tudo o que te poderei dizer está resumido aqui:
"When you try your best but you don't succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse.
When the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone but it goes to waste
Could it be worse?
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
And high up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try you'll never know
"Just what your worth"
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
Tears stream, down on your face
When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face and I...
Tears stream, down on your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face and I...
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you."
A mãe vai estar sempre aqui :)
Quarta-feira, Novembro 07, 2007
Sexta-feira, Novembro 02, 2007
Reunião de pais
Ora se bem me recordo na altura em que estudava, pois ao contrário do meu filho, eu estive com os meus avós até entrar para a primária (outro sinal de que os avós de agora trabalham até mais tarde ou moram longe, e por isso lá vai a criançada para os depósitos infantis), o meu pai é que era o encarregado de educação. E isto acontecia com a maioria dos meus colegas: era o pai e não a mãe, como constato agora, quem atendia à reunião de pais. E até percebo porquê: ao existirem queixas do director de turma sobre o comportamento do filho(a), ainda por cima expostas à frente dos outros encarregados de educação, o pai tratava de aviar uns bons berlaites no educando assim que chegasse a casa. Seguidamente, o educando, com as nalgas vermelhas dos açoites e das traulitadas aviadas sem dó nem piedade, corre em pranto para a mãe, com as candeias a iluminar-lhe as narinas em busca de mimo e conforto. Aliás, muitas das vezes ficávamos a aguardar no recreio que a reunião terminasse e as traulitadas começavam logo ali. Um calduço a caminho do carro servia de aviso para o comenzal de berlaitas que levaríamos aquando chegássemos a casa. E assim era no meu tempo, com a maioria dos meus colegas.
Hoje a figura do pai é muito mais permissiva e as mães é que tomam a figura de domadoras. Mas as mães têm coração de manteiga (algumas) e dei por mim a assistir a comentários deste tipo:
- Nem sei que fazer! A minha filha está na fase das mordidelas e já tenho as pernas mordidas, numa lástima mesmo. Por muito que lhe faça ver, ela não muda!! - Mãe Chorosa
- Eu gostava de saber porque é que o meu filho, numa semana, apareceu todo mordido. Todos os dias leva uma dentada. E ele não morde! Não morde porque eu já lhe expliquei que isso não se faz!! (Mãe indignada)
- Olhem que isso de avisar os filhos tem muito que se lhe diga. Eu farto-me de avisar a minha e....(atende o tlm)....(desliga)...olhem vou ter de sair porque a minha filha (com 1 ano) acabou de abrir o lábio à irmã com uma colher de pau! (Mãe orgulhosa)
E eu só pensava: meu Deus...os filhos são isto?! Oh tempo volta p/trás! (Mãe apavorada)
Fischer Z - So Long
At last!!!! Uma das minhas músicas favoritas!! At last!
Um grande bem haja ao Youtube!
Segunda-feira, Outubro 29, 2007
Frank Pourcel - Concorde
Finalmente encontrei a música que me fazia chorar baba e ranho e tremelicar de pavor, de cada vez que o meu pai se lembrava de ouvir isto na sua Pioneer (era muito vaidoso com a dita aparelhagem). Pensem o que quiserem, mas eu tinha medo, muito medo. Passados 26 anos, esta música ainda me arrepia, mas pronto, já não choro :S
Domingo, Outubro 21, 2007
Coisas que escrevia
"Quem dera a mim
Ai quem me dera
Ser fresca como a Primavera
Portar o odor do jasmim
Ser singela como as bétulas
Sensível como uma rosa
Uma rosa bem espinhosa
(pois preciso ter defesas)
E formar-me em poesia
E na inocência pura
Na beleza, na alegria
Camufladas por magia
Na mais perfeita armadura
Queria ser inteligente
E partilhar-me com a glória
Pois com falhas de memória
Deambulo amargamente
Queria ser, ser e ser
Um verbo bem conjugado
Falarem-me no Presente
Num Imperfeito Passado
Só que é o futuro que conta
E só vejo escuridão
Sei que ainda não estou pronta
Nem está pronto o coração"
Quinta-Feira, 12 de Novembro de 1992
Devia ter sofrido uma desilusão amorosa qualquer. Hoje parece-me bem actual se ilustrar o que sinto quando ouço falar no orçamento do Estado.
Segunda-feira, Outubro 01, 2007
Dilema do burrié
Encostei o dedo ao exterior da narina, fazendo pressão em círculos para soltar o empata narinas, afim de poder assoar-me e assim libertar-me daquele incómodo. Finalmente consigo o feito e quando me viro para tirar os lenços de papel da mala, ouço o meu colega:
- Olhaaa, caíu-te uma "cena" do nariz....(e o macacão ali escarrapachado no meu caderno).
De facto caíu...CAÍU-ME TUDO!!!!!
Quinta-feira, Setembro 20, 2007
Sapatos novos
Neste fim de semana, ao tentar a façanha nos novos sapatos "vela" de um amigo meu, limitei-me apenas a ouvir:
- Experimenta e levas uma berlaita p/tromba adentro!!!
E eu não experimentei!
Quinta-feira, Junho 21, 2007
O Parto!
O parto teve de ser induzido porque o meu filho não estava a ganhar peso (causa: mamã stressada), pelo que não merecia a pena aguardar que entrasse em trabalho de parto naturalmente. Nasceu ao fim de 39 semanas. Ora pois bem, no dia 21 de Maio, às 09h00, estava eu e o meu esposo na MAC (Maternidade Alfredo da Costa) a aguardar pela minha obstetra. Lá chegou e após me ter feito o malfadado toque (é horrível, horrível) mandou-me para o CTG, o aparelho que mede as contracções e as batidas do coração do bébé. Também no CTG estava uma moçoila de 17 anos que depois ficou na cama ao lado da minha. Entretanto lá aparece novamente a minha médica e encaminha-me para as enfermeiras para que eu fosse "preparada" para o parto.
A "preparação" consistia na depilação, ainda que em pequena quantidade, da porta de saída da criança e em dois microgel para que não houvessem surpresas aquando a expulsão do bébé. Vestiram-me uma camisa de dormir com abertura à frente, género Demis Roussos e deram-me um penso megasize que me pediram para segurar entre pernas. E eu tudo bem. Não haviam chinelos disponíveis, pelo que tive de andar com os meus sapatos até que o meu esposo me trouxesse a trouxa. Linda figuraça. Após certificar-me de que ficara com as tripas bem limpas, lá fui eu para um quarto onde me iriam induzir o parto. Soro e 25 mg de oxitocina (acho que é isto, chamavam-lhe PO) directamente nas veias e ligada, mais uma vez, ao CTG. Mandaram o meu marido embora porque ainda ía demorar até que pudesse assistir ao parto. Deviam ser umas 11h00.
Estava eu já com umas piquenas mas suportáveis contracções, quando aparecem umas velhotas de bata amarela, todas supé bem. Eram voluntárias e faziam companhia às parturientes. Entre uma conversa aqui e outra acolá com cada velhota que aparecia, lá vinha uma enfermeira enfiar a mão na porta para ver quantos dedos de dilatação eu tinha. Por volta das 14h00 aparece a minha médica:
- Camélia, vou aumentar-lhe a dose de PO para 50 mg de forma a que chegue aos 3 dedos de dilatação para lhe ser administrada a epidural.
- Tudo bem, Dra.
Assim que me aumenta a dose, as dores aumentaram também. E eu já a dizer mal da minha vida. Minutos depois, aparece um médico alto e gordo (que horas mais tarde vim a saber que era o chefe da minha médica), com uma trupe de estagiárias atrás e toca de enfiar a mão na minha porta:
- Ainda não rebentaram as águas desta senhora!! Vou já tratar disso!
E antes de sair para ir buscar o instrumento que iria rebentar-me as águas, aumenta-me a dose de PO para 75 mg. Julguei que morria!! Disse logo:
- Dr., Dr., a minha médica ainda agora aumentou a dose para 50 mg!!!!
O tal Dr. nem quis saber. Saíu porta fora desembestado, com a enfermeira no encalce para alertá-lo sobre a dose. Ninguém aparecia e as dores aumentaram de tal forma que eu já nem via nada à minha frente. Fiquei a saber que a minha linguagem não se altera só quando conduzo. Em trabalho de parto o meu vernáculo também sobressai (mas sempre entredentes, claro, não ía dar nenhum show). Ninguém aparecia e as p**** das dores não cessavam. Pensei que me partia ao meio. Completamente passada, olho para o tubo do PO e vejo o doseador. Nem pestanejei, reduzi aquilo novamente para os 50. Só pensei "vão mas é fazer dores ao ca*****"! A enfermeira entretanto regressou e reparou que a dose estava outra vez nos 50:
- Ah, já cá vieram reduzir-lhe isto!
- Sim, sim, já cá vieram e tal :P
5 minutos depois e rebentam-me as águas. Chamei logo a enfermeira antes que o médico bruto aparecesse.
- Olhe, eu acho que me rebentaram as águas (pudera, com aquela dose de PO, mais uns minutos e eu explodia).
Chamam as anestesistas. Pedem-me que assine um termo de responsabilidade. Eu assinava tudo. Só queria que me tirassem aquelas dores. Ouvi n vezes que tinha a coluna torta. Estiveram tempos para me darem a epidural pois tinham de acertar no "sítio". E as contracções a aumentarem.
Lá me deram a epidural. Doeu um bocado. Minutos depois não se passava nada comigo e lá continuei na palheta com as velhotas. Por volta das 16h00 aparece outra enfermeira. Olha para o CTG e depois para a minha cama:
- Já mal se consegue apanhar o batimento cardíaco do bébé e você tá cheia de sangue - e toca de meter-me a mão na porta - você já está com 10 dedos de dilatação!! Está em trabalho de parto!!!
- Ai estou?! - e as velhotas todas histéricas a bater palmas e a darem-me os parabéns
Chamam o meu marido. Digo à enfermeira:
- Sra. enfermeira estou a começar a sentir umas dores...
- Ah isso é o efeito da epidural a passar
- Mas vão dar-me um reforço, não vão?!
- Agora já não minha querida, senão você não sabe fazer força.
- Tou f***** (dito entredentes).
Em segundos passei da descontracção para a contracção agonizante. Mesmo assim ainda discuti com o meu esposo porque ele queria assistir mas eu pensava que o estava a fazer porque ele pensava que eu queria, mas eu não queria obrígá-lo, por mim tudo bem, mas afinal ele queria assistir mesmo, não era só para me fazer a vontade e eu depois já nem lhe disse mais nada porque as dores não deixavam.
Aparece a minha médica. E mais 6 médicos e médicas. E mais 3 enfermeiras. E as velhotas que não saíam de lá. E o meu marido com vontade de aviar socos às velhotas. Pediam para fazer força como se estivesse a fazer cócó. E para eu descontrair. Para não me enervar (e eu fo**-se! Com dores destas querem o quê??). Não fui histérica, mas confesso que "gani" um bocado. São dores horríveis. Nunca olhei. Estive sempre com os olhos fechados enquanto fazia força. De repente a minha médica pede que o meu marido saia pois tinham de fazer um parto assistido, ou seja, o meu puto teve de sair com ventosa. Ainda senti cortarem-me. Não vi logo a cara do meu filho. Só vi minutos mais tarde quando o meu marido apareceu com ele ao colo. Estava com os olhos bem abertos! Eu já estava a ser cosida, segundo a médica "um autêntico bordado de bilros" quando o vi. Primeiro pensamento:
- Ai filho, ca feio que tu és. Credo!
Mas não é feio. É lindoooooo. E rabugento! E chorão! E lindoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo. E faz-me a vida negra. Mas é tão lindooooo!
Resta acresentar que fiquei duas semanas sem conseguir sentar-me, a não ser numa almofada daquelas com um buraco no meio, pois o puto não estava encaixado e nasceu com a mão à frente da cara. Fui toda cortadinha para que ele pudesse sair. Ainda dizem que a maternidade é linda....:S
Quinta-feira, Junho 14, 2007
Por causa das manias!!
Foi então que decidi usar os óculos apenas no trabalho e na faculdade, mas só nas aulas. Achava que ficava bem mais jeitosa sem os óculos...nem comento!
Com um grau de astigmatismo bastante acentuado, sem os óculos, as pessoas ao longe pareciam-me desfocadas e pensava distingui-las por determinadas particularidades, como o andar, o cabelo...tanta vez na faculdade que acenei a pessoal que não conhecia de lado nenhum, tanta vez!
E foi na faculdade que tive um episódio bem caricato graças à porcaria da mania de andar sem os óculos. Tirei a licenciatura à noite e saía sempre entre as 23h30 e as 00h00 e quando não tinha boleia dos meus colegas, apanhava o autocarro. Numa dessas vezes em que aguardava o dito - sem óculos -, o meu Professor de Estatística (Prof. Balacó um grande bem haja) ofereceu-me boleia:
- Camélia, já é tão tarde, eu deixo-a em casa. Onde mora?
- Oh Professor não é necessário, muito obrigada. Já aí vem o autocarro (e aponto para cima onde a caminho vinha o transporte)
- Camélia, por favor, deixe-se disso. Não há qualquer problema. Eu deixo-a em casa!
- Oh Professor, por amor de Deus, então se o autocarro já aí vem....
O Professor afastou-se um pouco ofendido. Só percebi porquê quando o autocarro chegou: ERA O CAMIÃO DO LIXO!!!!!!
Resta dizer que no dia seguinte fui imediatamente justificar o sucedido :S

